Na mineração, caçambas e conchas trabalham em contato direto com materiais abrasivos e estão constantemente expostas a impactos e esforços elevados. Por isso, componentes como bordas de corte, dentes, adaptadores, placas de desgaste, protetores laterais, pinos, buchas, reforços e revestimentos internos têm uma função essencial: proteger a estrutura principal do equipamento e preservar seu desempenho durante a operação.
Esses componentes são projetados para receber grande parte do desgaste provocado pelo contato com o material. Quando não são substituídos no momento adequado, o desgaste pode avançar para o fundo, as laterais, a borda, os pontos de fixação e outras regiões estruturais da caçamba. Nesse cenário, uma troca relativamente simples pode se transformar em uma reforma mais complexa, acompanhada de maior tempo de parada e custos adicionais.
A MODELAÇO atua tanto na reforma de caçambas e conchas quanto no fornecimento das peças de reposição necessárias para sua recuperação e manutenção. Dessa forma, o cliente encontra em um único fornecedor a capacidade de recuperar a estrutura e substituir os componentes comprometidos pelo desgaste.
Diretriz técnica da MODELAÇO

O desgaste começa na região que entra em contato com o material movimentado. Minério abrasivo, sílica, rocha fragmentada, materiais compactados e operações com impacto contínuo podem acelerar a perda de material das partes de ataque e proteção da caçamba.
Com o avanço desse processo, os esforços passam a atingir regiões que não deveriam estar diretamente expostas, comprometendo a geometria, a capacidade de penetração e a integridade estrutural do conjunto. Por isso, a avaliação deve considerar as condições da aplicação, o material movimentado, o tempo de uso e o estado real de cada componente.
Na MODELAÇO, a lógica é objetiva: preservar a geometria de trabalho, proteger a estrutura e reduzir o custo total da operação. Para isso, podem ser utilizados componentes de desgaste e sistemas GET — sigla em inglês para ferramentas de ataque ao solo — que incluem dentes, adaptadores, protetores e bordas desenvolvidos para facilitar a penetração e proteger a caçamba.
A escolha dos componentes deve considerar o modelo do equipamento e as características da operação. Não existe uma única configuração adequada para todos os casos: uma aplicação com abrasão intensa, por exemplo, pode exigir uma solução diferente daquela utilizada em uma operação com predominância de impacto.
Cada peça, sua função e o momento certo de trocar
A tabela abaixo apresenta a função dos principais componentes e alguns sinais que podem indicar a necessidade de avaliação ou substituição. Os critérios devem ser utilizados como referência, pois o limite de desgaste pode variar conforme o projeto original da caçamba, as especificações do fabricante, o tipo de material movimentado e as condições da operação.
Sempre que houver medidas ou limites definidos no projeto do equipamento, essas especificações devem prevalecer. Em situações de dúvida, a recomendação é realizar uma avaliação técnica antes que o desgaste avance para a estrutura principal.
Materiais e componentes utilizados na recuperação:
| MATERIAL OU COMPONENTE | APLICAÇÃO INDICADA | VANTAGEM TÉCNICA | CUIDADOS E LIMITAÇÕES |
| Aço antidesgaste de aproximadamente 400 HBW | Fundos, laterais, tiras e placas de desgaste sujeitas à abrasão moderada e a esforços estruturais | Boa combinação entre resistência ao desgaste, tenacidade e soldabilidade | Pode apresentar vida útil menor em aplicações com abrasão extremamente severa |
| Aços antidesgaste de maior dureza, como 450 e 500 HBW | Placas de desgaste, revestimentos internos, protetores e regiões submetidas à abrasão intensa | Maior resistência ao desgaste abrasivo, quando corretamente especificados | A seleção deve considerar impacto, espessura, projeto e recomendações do fabricante para corte, conformação e soldagem |
| Revestimento duro com carbonetos | Revestimentos internos e regiões com abrasão por deslizamento muito severa | Pode ampliar a resistência ao desgaste em aplicações compatíveis | Não costuma ser a primeira escolha para regiões submetidas a impacto elevado; fabricação e aplicação exigem procedimento específico |
| Dentes e adaptadores fundidos ou forjados com tratamento térmico | Elementos de penetração e contato direto com o material movimentado | Geometria e propriedades desenvolvidas para suportar abrasão e impacto | O desempenho depende da seleção correta, do encaixe, das travas e da compatibilidade com o equipamento |
| Pinos endurecidos e buchas tratadas | Articulações submetidas a carga elevada e movimento repetitivo | Boa resistência ao desgaste e à deformação superficial | Desalinhamento, folga excessiva, contaminação e lubrificação inadequada podem reduzir significativamente sua vida útil |
Materiais recomendados e critérios de escolha
A escolha do material não deve considerar apenas sua dureza. Em operações com abrasão predominante, materiais resistentes ao desgaste tendem a apresentar melhor desempenho. Já em aplicações com impactos frequentes, também é necessário considerar a capacidade do material de absorver esforços sem apresentar trincas ou rupturas.
Em aplicações mistas, o resultado depende do equilíbrio entre resistência à abrasão, resistência ao impacto e projeto adequado da peça. Espessura, dureza e método de fixação precisam ser definidos conforme a região da caçamba, as condições de trabalho e as especificações do equipamento.
A fabricação e a montagem também exigem atenção. Aços resistentes ao desgaste podem apresentar boa soldabilidade, desde que sejam utilizados procedimentos apropriados de corte, preparação, soldagem, controle de temperatura e escolha dos consumíveis. Procedimentos inadequados podem comprometer as propriedades do material e favorecer o surgimento de trincas.
| Item inspecionado | Frequência de referência | Método recomendado |
| Dentes, travas e protetores de desgaste | Inspeção visual frequente, preferencialmente antes ou durante os turnos de operação | Verificar trincas, quebras, folgas, solturas, desgaste irregular e risco de perda do componente |
| Borda de corte | Semanalmente ou conforme a severidade da aplicação | Medir o desgaste em pontos definidos e comparar com a medida original, o desenho ou o histórico da peça |
| Placas e revestimentos internos | Semanalmente ou quinzenalmente | Medir a espessura remanescente, registrar o padrão de desgaste e verificar trincas, perfurações ou desprendimentos |
| Adaptadores, fixações e soldas | Semanalmente e imediatamente após a identificação de folgas ou alterações | Verificar alinhamento, assentamento, folgas, trincas e condições das soldas; utilizar ensaios não destrutivos quando tecnicamente necessários |
| Pinos e buchas | Semanalmente em operações severas ou conforme o plano de manutenção | Medir folgas, verificar desalinhamento, deformações, desgaste irregular e condições de lubrificação |
| Regiões estruturais e reforços | Mensalmente e durante paradas planejadas | Realizar inspeção visual detalhada e, quando necessário, ensaios não destrutivos nas regiões críticas |
| Histórico de desgaste | Registro contínuo | Registrar horas trabalhadas, medições, folgas, reparos, trocas, localização da peça e condições da aplicação |
As frequências apresentadas são referências iniciais e devem ser ajustadas conforme o manual do fabricante, a severidade da aplicação, o histórico de desgaste e o plano de manutenção da operação. Ensaios não destrutivos devem ser definidos e executados por profissionais qualificados, conforme o procedimento aplicável.

Inspeção, medição e decisão de manutenção
Uma boa inspeção permite identificar o desgaste antes que ele provoque uma falha ou comprometa regiões estruturais. A rotina pode combinar avaliação visual, medição de espessuras e folgas, registro fotográfico e, quando necessário, ensaios não destrutivos em regiões críticas.
Também é importante acompanhar alterações na geometria, trincas, deformações, folgas excessivas, desgaste irregular, perda de material e comprometimento das fixações. O histórico dessas avaliações ajuda a compreender o comportamento da peça e a planejar as próximas intervenções.
A manutenção deve ser realizada por profissionais habilitados, qualificados ou capacitados e autorizados para a atividade, conforme as exigências aplicáveis. Durante qualquer intervenção, o equipamento deve estar devidamente bloqueado e apoiado, com medidas que impeçam movimentos inesperados ou a liberação de energia acumulada.
A NR-22 estabelece requisitos de segurança para máquinas e equipamentos utilizados na mineração e deve ser observada em conjunto com outras normas aplicáveis, especialmente a NR-12. O planejamento do serviço também deve considerar os riscos envolvidos no corte, na remoção e na substituição de componentes pesados ou submetidos a tensões.
Também é importante acompanhar alterações na geometria, trincas, deformações, folgas excessivas, desgaste irregular, perda de material e comprometimento das fixações. O histórico dessas avaliações ajuda a compreender o comportamento da peça e a planejar as próximas intervenções.
A decisão entre manter o equipamento em operação, substituir componentes ou realizar uma reforma deve considerar o projeto da caçamba, os limites definidos pelo fabricante, a evolução do desgaste e as condições reais da aplicação. A MODELAÇO fornece as peças de reposição e executa serviços de reforma e recuperação de caçambas conforme a necessidade identificada.
Reforma de caçambas e fornecimento de peças de reposição
Quando o desgaste já compromete a geometria, a proteção ou o desempenho da caçamba, a MODELAÇO atua na recuperação do conjunto. Conforme a condição da peça, o serviço pode envolver inspeção técnica, substituição de componentes desgastados, recuperação estrutural, reforço das regiões críticas e aplicação de novos revestimentos.
Além da reforma de caçambas e conchas, a MODELAÇO fornece peças de reposição para a manutenção e recuperação desses equipamentos, como bordas de corte, dentes, adaptadores, placas de desgaste, protetores laterais, pinos, buchas, reforços e revestimentos internos.
Cada solução é definida conforme o modelo da caçamba, o nível e o tipo de desgaste, o material movimentado e as condições reais de trabalho. Essa análise é importante para que os componentes utilizados sejam compatíveis com o equipamento e com a severidade da aplicação.
A atuação integrada permite que o cliente concentre em um único fornecedor tanto a recuperação da estrutura quanto o fornecimento das peças de reposição. Com isso, a manutenção se torna mais ágil, tecnicamente adequada e direcionada à redução de paradas não planejadas.
Em vez de aguardar uma falha crítica, a recomendação é avaliar a caçamba enquanto o desgaste ainda estiver concentrado nos componentes substituíveis. Quanto mais cedo ocorrer a intervenção, maiores são as possibilidades de preservar a estrutura principal, simplificar a reforma e reduzir os custos envolvidos no reparo.
A MODELAÇO
Desde 2005 com forte atuação e liderança no mercado de aço do país, a Modelaço sempre foi pioneira em soluções inovadoras. Aos nossos mais de 10.000 clientes entregamos praticidade e tecnologia de ponta através de produtos e serviços para todas as etapas de um projeto, seja a fabricação, logística ou montagem.
Colocando sempre os clientes em primeiro lugar, atendemos com total eficiência e dinamismo, o que nos consolidou como referência no mercado.
Buscamos excelência para satisfazer toda a demanda de nossos clientes, sempre evoluindo e diversificando nossos
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